DICAS PARA QUEM OFERECE ANIMAIS DE RAÇA ou SRD's, ESPECIALMENTE FÊMEAS:
Primeiro que tudo, é essencial fazer um rastreio pormenorizado aos adoptantes, fazendo as perguntas o mais concisas possível sem se envergonhar com as questões que tiver de lhes colocar!
Consciencializar os adoptantes que um animal não é um objecto, como tal tem sentimentos e passa a fazer parte do conceito “família”. É uma responsabilidade.
Entre muitas questões, aqui ficam as principais:
- Saber se têm as possibilidades económicas para a manutenção de saúde do animal, como visitas ao veterinário, vacinas e tratamentos (caso haja a necessidade deles)?!
- Saber que tipo de alimentação se propõem a dar ao animal? Se restos, ração ou comida caseira?
- Saber que tipo de "actividade" vão dar ao animal? (Caso se trate de um canídeo) Se para companhia familiar, companhia no espaço de trabalho, se companheiro de viagens ou se para guarda de propiedade?
- Fazer-lhes ver que pretende que o animal seja visitado sempre que lhe aprouver. Se possível fazer até um tipo de contrato por escrito com os adoptantes em que conste que se por algum motivo um dia não o possam continuar a ter, não o entregarem a terceiros sem a sua autorização ou, pelo menos, conhecimento prévio do caso e que terá SEMPRE a última palavra na escolha dos novos adoptantes.
- NUNCA entregar o animal a partir da sua residência. Peça aos adoptantes para ir a sua casa com o fim de falarem pessoalmente, assim vai vendo a reacção animal Vs. adoptantes e só depois o entregará no local de residência dos mesmo.
- Ficar com todos os possíveis contactos dos adoptantes e, muito importante, número de BI.
- Se possível fazer um termo de responsabilidade e dar a assinar aos adoptantes. NUNCA DAR O REGISTO OFICIAL DA RAÇA, o tão importante (para alguns) LOP - no caso do animal ser de raça pura. Se o animal estiver inscrito no LOP (livro de origem Portuguesa) e caso queira “adoçar” a boca aos adoptantes pode dar uma fotocópia do boletim e NUNCA O ORIGINAL! Portanto, muito menos fazer a transferência de propriedade desse boletim em qualquer momento.
- Caso seja uma fêmea que está a doar, faça um contrato ESCRITO em que a cadela ou cachorra é para ser esterilizada. Caso ainda seja cachorra e não tenha ainda idade para tal, estipule a data perguntando ao seu veterinário, previamente, para a esterilização.
- Caso seja macho, cachorro, jovem ou adulto que fique bem claro, preferencialmente por ESCRITO, que não autoriza a procriação com aquele animal.
Todos estes conselhos também podem e devem ser aplicados à doação de SRD's, à excepção do que trata o LOP.
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